30 de abril de 2010

Alétheia: Verdade? Desvelamento? Negação com esquecimento?

Para quem nunca ouviu falar em Alétheia, etimologicamente do grego temos ἀλήθεια que podemos, grosseiramente traduzir por verdade, porém, é no sentido do desvelar-se, onde temos a combinação da partícula negativa a com lethe, ou seja, negação com esquecimento. Daí, a tradução direta seria o que não se esquece, o desvelamento.
Para os gregos é bem mais que isso. Eles entendem a Alétheia como a Verdade Suprema.
Platão dizia que a Maiêutica Socrática era o momento do parto intelectual, sendo esta a procura da verdade no interior do Homem.
Para Sócrates este parto ocorria somente em 2 ocasiões: 1) levar alguém a duvidar de seu conhecimento sobre determinado assunto; 2) levar esse mesmo alguém a considerar uma nova opinião sobre este assunto. Daí a Maiêutica dá a luz a idéias mais complexas.
É no mínimo curioso e interessante ao mesmo tempo este processo, pois, a partir do "nosce te ipsum" de Sócrates, ele coloca o Homem a descobrir as verdades universais, caminho este para a prática do bem e, da tão falada por todo este período, virtude.
O cuidado maior, deve ser quanto as várias definições de verdade e as várias teorias que pretendem ser explicadas a natureza da verdade.
Classicamente, a verdade se define como adequação do intelecto ao real. Pode-se dizer, portanto, que a verdade é uma propriedade dos juízos, que podem ser verdadeiros ou não, dependendo da correspondência entre o que afirmam ou não e a realidade de que falam.
A exemplos, temos as verdades necessárias (aquelas que não dependem da experiência, mas que são estabelecidas independentemente desta, ou seja, a priori), as verdades primeiras (proposições - frases - ou enunciados considerados evidentes e indemonstráveis, ou seja, o todo é maior que suas partes - axioma) e verdades eternas (princípios que constituem as leis absolutas dos seres e da razão, emanadas da vontade divina e que o homem pode descobrir pelo pensamento).
Aprofundarei este assunto, extenso demais, em outra oportunidade.


Espero ter contribuido um pouco a todos vocês quanto a questão da verdade em Filosofia e um excelente final de semana a todos.

As formas de união na transparência

Palavras às vezes não é nada... imagem sim, às vezes é tudo.

28 de abril de 2010

Palavra e verdade na filosofia e na psicanálise

Hoje, um texto de Garcia Roza e boa noite a todos.

O pensador não é aquele que colhe a verdade já pronta no mundo. A própria imagem do filosofo como amante da sabedoria nada tem a ver com a de um ser de boa vontade que, tranqüilo, goza da bem-aventurança da verdade. Como todo amante ele é um inquieto, um ciumento pronto a decifrar as palavras da amada, a hesitação de sua voz ou a “insignificante” troca de palavras que denuncia o oculto. O amor não nos retira da roda do tempo para nos remeter a um lugar nirvânico de plenitude e gozo, ele nos mantém no interminável das repetições. O amor pela verdade é, pois, desconfiado e inquiridor, sempre pronto a identificar os signos que denunciam a traição do dado. A condição fundamental para o amante e para o pensador (o que vem a dar no mesmo) é afastar-se da pasmaceira da boa vontade do dar e do receber. A verdade jamais é dada, a boa vontade abriga-se na quietude e na miopia da certeza. Inteligência e docilidade não habitam o mesmo espaço.No enigma, verdade e engano são complementares e não excludentes.

Livro: Filosofia Clínica - diálogo com a lógica dos excessos

"A descrição da loucura, como um fenômeno errático na relação com a realidade consensual, contribui para revelar sua face de cara-metade" - escreve o filósofo no texto final do livro, o mesmo que empresta o subtítulo à obra. Com experiência em atendimentos a hospitais psiquiátricos, e muitos anos em consultório, Hélio Strassburger conversa com filósofos clássicos, com o leitor, mostra gradativamente a diversidade de ser, de pensar, os caminhos a partir do outro. Com fluência, como quem caminho por trechos existenciais que muito pesquisou em seu trabalho, o filósofo convida o leitor à surpresa, ao humanismo: "caleidoscópio de impressões, sensações e questionamentos a propor rumos inéditos ao fenômeno da vida. A palavra se mostra estapafúrdia e incompreensível, quase interminável no devir refugiado nas simbologias distantes dos consensos" - explica em Um Olhar Estrangeiro. Como em outros trabalhos do filósofo, este também tem como premissa a leitura demorada, reflexiva. Uma obra de referência e de consulta para filósofos clínicos.

É uma boa dica para ler no final de semana.
Filosofia Clínica - diálogo com a Lógica dos Excessos - Autor Hélio Strassburger

26 de abril de 2010

O dia que Estamira mudou a minha vida

O primeiro contato que tive com Estamira foi no cinema alguns anos e, depois de assistir seu documentário, revelei a transparência por ser o único condicional.
Comecei a pegar a mentira e tacar na cara ou então a ensinar o que eles não sabiam.
Depois que aprendi, passei pra frente que só existe esperto ao contrário, inocente não tem não.
Com o passar dos dias o meu controle remoto natural ficou totalmente desencapado, invisível, transparente mesmo e o controle remoto superior me trouxe orgulho e tristeza informando, controlando, gravando o que eu precisava saber como único condicional, conforme já lhes disse mais acima.
Sendo eu, formato impar, homem, me coloco por diversas vezes ao dia no lugar de Estamira que, vivendo no lixão do jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, sem pagar água, sem pagar luz, comendo o que consegue pegar do próprio lixão (enlatados, conservas...) faz vocês não entender de uma só vez que eu sei, imagina tendo um contato direto com o comandante natural que fica lá em cima.
Eu entendi! Mas vocês, duvido que entenderão.
Fica aí a dica: Estamira - a missão, o abstrato, o controle remoto, o homem par, a Colombina, o Deus, a lucidez, o trabalho, o comunismo superior e a Terra que disse, que falava, que não seria testemunha.
Caso queiram pode queimar tudinho que eu também estarei no meio, pois minha carne e sangue também é indefeso, mas eu estarei invisível, pode queimar...

23 de abril de 2010

Prozac contemporâneo

Após muitos séculos ainda sofremos dos mesmos “males” no plano subjetivo. Muitos sofrem das dúvidas do existir, outros das angústias diante das escolhas, do medo, da saudade, arrependimento ou de todos juntos, mas enfim, que ninguém diga que já encontrou a cura para a saudade.
De muleta em muleta, em vão, junta-se esforços para “curar” aquilo que é a mais sublime virtude do humano: a capacidade de sentir, de ser afetado pelas situações, de aprender com esses sentimentos. A oportunidade de entender e extrair seu próprio saber a partir dos afetos que lhe afetam; assim da teoria dos humores gregos ao prozac contemporâneo as fantasiosas ilusões que muitos adoram ter, muitas vezes não resistem ao “real” do cotidiano.

Se no princípio era o verbo, na atualidade é o mando, aquilo que se entende como discursos que legitimam práticas de poder e de “arbitragem sobre os corpos”.
Cada vez menos nos autorizamos a cultivar a dúvida como possibilidade existencial.
É comum desejar a certeza a qualquer custo.
No plano das “interações sociais”, nota-se comumente que se prefere uma má explicação imediata a uma dúvida momentânea.
A dúvida parece ser insuportável para nossa cultura, assim, nem reflexivos, nem poéticos, muito menos filosóficos, nisso seguem muitos, essas são algumas das características dos sujeitos dos nossos tempos. Tempos de pragmatismo imediato, de exatidão, da justa medida, da justa certeza, da justa palavra, do justo pensar, enfim, tempos da “justiça do equívoco” ordinariamente sedutora porém de pouco valor.
Vivemos em uma época de produção de “verdades”, de “certezas” ainda que essas se mostrem tão incertas quanto frágeis e aquilo que é frágil por si só se quebra...

21 de abril de 2010

Filme "Do Começo ao Fim" - Direção de Aluisio Abranches

Personagem 1: "Eu te amo!"
Personagem 2: "E porque você me ama?"
Personagem 1: "Eu te amo porque você é meu, te amo porque você precisa de amor, eu te amo porque quando você me olha, você me vê aí... sempre foi assim. Eu te amo porque quando eu te toco eu me sinto mais homem do que qualquer outro."
Personagem 2: "Eu também te amo!"
Personagem 1: "E porque você também me ama?"
Personagem 2: "Eu te amo porque... quando eu te toco eu faço você se sentir mais homem do que qualquer outro, eu te amo porque podemos abusar do amor, eu te amo porque pra entender o nosso amor ia ser preciso virar o mundo de cabeça pra baixo, eu te amo porque você poderia amar qualquer outra pessoa, mas é a mim que você ama."
(trechos do diálogo entre os dois irmãos - personagens principais do filme Do Começo ao Fim)

Eros foi considerado o deus grego do amor para alguns, o caos para outros além de o descrever como muito belo e irresistível, ignorando o bom senso, atribuindo um papel unificador e coordenador dos elementos, contribuindo para a passagem do caos ao cosmos = equilíbrio.

O filme é ruim de doer, mas a trilha sonora é muito boa.

18 de abril de 2010

Filosofia Clínica


Para quem não sabe ou tinha conhecimento existe um ramo da filosofia chamada Filosofia Clínica, onde o filósofo pode clinicar após completar pós nessa disciplina.
Desde há muito a filosofia tem o objetivo de beneficiar o ser humano e no decorrer da história, questões de filosofia receberam um tratamento específico e porque não dizer único: o modo de olhar, a postura investigativa e questionadora e a crítica da realidade fazem com que a filosofia se destaque das demais disciplinas, pois, utiliza a razão para buscar o conhecimento até chegar à verdade.
Com isso, o ser humano obtém um olhar direto às crenças, justificativas do modo de existência, escolhas e o posicionamento diante um do outro, do mundo e de nós mesmos.
A Filosofia Clínica tem como consistência a reflexão filosófica às questões que “incomodam” nossa existência, retomando a necessidade do diálogo, coisa que atualmente as pessoas não querem mais. Tudo é "tem orkut? passa que conversamos por um scrap", "olha to um pouco com pressa, qual seu msn?", "tem celular? te mando um torpedo e marcamos."
É triste e sinto saudades da época que escrevia cartas aos parentes de Bauru, amigos de outros países...
Fica aí, o texto para vocês pensarem.
Fui! Bom domingo.

17 de abril de 2010

Confusão

É impossível não se dizer (no mínimo de letras) e, ao mesmo tempo, em que não se pode tudo dizer (no máximo de palavras).
Falar demais é escancarar detalhes insignificantes da vida doméstica.
A minha vida sustenta-se no diário de algumas palavras: trabalho, respeito, ternura, amizade, saudades, amor.
PEQUENOS VALORES...
Viver é acreditar no nascer e no pôr-do-sol; é ter esperança de que o amanhã será sempre o melhor; é renascer a cada dia; é aprender a crescer a cada momento; é acreditar no amor; é inventar a própria vida...
No decorrer desta vida, o prazer, a alegria, a tristeza, a dor, o amor desfilam em nossa alma e em nosso coração deixando diferentes marcas.
São essas marcas combinadas que formam a riqueza da nossa caminhada.
Um caminho onde o mais importante não é chegar e sim caminhar.
Valorize todos os detalhes, todas as subidas e descidas, as pedras, as curvas, o silêncio, a brisa e as montanhas deste seu caminho, para que você possa dizer de cabeça erguida, no futuro: cresci, chorei, sorri, caí, levantei, aprendi, amei, fui amado, perdi, venci, vivi e, principalmente, sou feliz!

15 de abril de 2010

Das Vantagens de Ser Bobo - Clarice Lispector

O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.
Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"
Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.

O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.


 BOA NOITE A TODOS!!!

14 de abril de 2010

Condições para uma vida feliz

1) A prática das virtudes - constituição do caráter;
2) Um círculo de amigos (o homem não pode viver só);
3) Uma boa saúde (indispensável à sobrevivência);
4) Suficiência de bens-materiais (apenas o suficiente);
5) Uma sociedade justa (a justiça voltada para a ordem comum);
6) A mediação filosófica (nível supremo: alcance das verdades imutáveis).


Para Aristóteles a ética é uma ciência para harmonizar o particular com o universal, daí o grande conflito ou problema da ética: a ética é necessária, mas impossível de se alcançar a universalidade devido as desigualdades dos homens.

11 de abril de 2010

Solidão

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto: solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

10 de abril de 2010

Freedom - George Michael

Essa música me remeteu a um ocorrido de mais ou menos umas 2 semanas que dei o singelo nome "choque de corpos".

Ouvi a vi um show de 24/08/2009 do George Michael em um canal de TV pago e a frase que ficou foi:

"Freedom / You've gotta give for what you take / Freedom / You've gotta give for what you take"

O resto, dispensa comentários... as ações e palavras de ontem mesmo, fazem qualquer sentido ficar nessa epopéia que é o nosso mundo.

8 de abril de 2010

Pensamentos...

"Todos os seres derivam de outros seres mais antigos por transformações sucessivas." (Anaximandro de Mileto)

"De todos os animais selvagens, o homem jovem é o mais difícil de domar." (Platão)

"Muitas vezes as coisas que me pareceram verdadeiras quando comecei a concebê-las tornaram-se falsas quando quis colocá-las sobre o papel." (Descartes)

"Há três espécies de cérebros: uns entendem por si próprios; os outros discernem o que os primeiros entendem; e os terceiros não entendem nem por si próprios nem pelos outros; os primeiros são excelentíssimos; os segundos excelentes; e os terceiros totalmente inúteis." (Maquiavel)

"Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti." (Nietzsche)

Pensem sobre e questionem-se todos os dias, mesmo que pareçam estarem certos!!!

7 de abril de 2010

Como o que faz o estudo pode ser o objeto de estudo?

O homem sempre quis ser reconhecido por aquilo que faz na terra buscando encontrar o significado de sua vida, o motivo para estar aqui, se aprofundar para descobrir quais crenças o faz agir de certos comportamentos e fica a questão: o que tem de importância nisso? E a resposta é: a história do homem que busca o seu destino, conhecer a si mesmo.
Agora a questão é outra: Como aquele que faz o estudo ou a pesquisa pode ser ao mesmo tempo o objeto de estudo?
Segundo Cassirer (Ernst Cassirer (Breslau, 28 de julho de 1874 — Nova Iorque, 13 de abril de 1945) foi um filósofo judaico-alemão. Realizou estudos em direito, literatura e filosofia germânica nas universidades de Berlim, Universidade de Leipzig e Heidelberg)este homem “percebe que o estudo dele na sua origem já é um desafio e que o objeto de estudo está se compondo e decompondo”, ou seja, o próprio homem se compõe e decompõe, tornando-se o ponto de regularidade.
Essa regularidade se dá segundo Cassirer, pelo que ele pensa, diz, faz e assim tem um resultado da ação traçando um método para se chegar à integridade, à atualização daquilo que está em potencia, à virtude.
Para Mondin (Battista Mondin (Vicenza, Itália, 1926) é sacerdote do Instituto Xaveriano e Doutor em Filosofia e Religião junto à Universidade Harvard. Há vários anos é professor de filosofia na Faculdade de Filosofia da Pontifícia Universidade Urbaniana, em Roma), o ponto de partida deste homem é aquele que deseja se comunicar e o faz simbolicamente.

Já para Paulo Freire (Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921 — São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica) é através da alfabetização que se cria o mundo onde se vive: “é a palavra que ajuda a revelar o mundo”.
Platão afirma que “as massas nunca serão filosóficas”. É válido até hoje e chega-se a pensar que a visão do mundo que o homem constrói não pode estar separada do “policiamento” do pensamento.
Este policiamento deve ser refinado e que devemos parar para nos auto-criticar, pois, quem procura uma visão de mundo fundado na filosofia precisa se apoiar na própria razão. Duvidar de tudo e ter a coragem de pensar racionalmente, colocando em xeque-mate as suas idéias, as suas crenças, as suas convicções, os seus dogmas etc.
O ser deve se interiorizar para refinar o pensamento.

5 de abril de 2010

Escravidão

Ouve meu canto
De dor e de pranto,
De sofrimento,
De desencanto,
Ouve meu grito
De liberdade;
Viva a vida!
Chega a maldade.
Felicidade
Onde estás?
Ser livre é o que eu quero,
Todo dia espero
A liberdade chegar.
Meu canto cansado,
Há muito tempo abafado,
Começa a soar
E num grito, Num hino,
Eu digo e repito
Com a voz do coração:
Acabe, em nome de Deus,
Com a maldita ESCRAVIDÃO.

4 de abril de 2010

O ser e o nada

Já dizia Sartre: "Nunca se é homem enquanto se não encontra alguma coisa pela qual se estaria disposto a morrer."
E com esta frase, acabo analisando que o homem tem tanto medo da morte, que cria um "outro mundo" para viver após ela, ao qual chamamos "céu".
Existe. Sei não!
Só sei que hoje, eu existo, pois sou ser. Quando se tira o ser da existência, somos nada...

3 de abril de 2010

O Movimento

Movimento é a primeira ação que fazemos quando olhamos a natureza!
Natureza e movimento caminham juntas...
Tudo que é natureza, é classificado como potência e ato; alguns são ato e outros potência e ato.
Nosso querido filósofo Aristóteles procurava conhecer os elementos que constituiam a natureza, os degraus que compõem essa plataforma.
Para ele, movimento é a atualidade da potência enquanto tal.
A passagem da potência para o ato é considerado um deslocamento. Portanto, se o objeto não é deslocado, fica em repouco, na estabilidade não tendo o movimento: significa que a natureza se for finita não é contínua.
É preciso que passe de potência para o ato: deve existir deslocamento.
Um prédio é construído. Não adianta ter o domínio (arte) da construção e não construir. Se não construir, fica na potência.
O ponto de partida é a construção.
O ponto de chegada é o prédio.
O movimento é o processo para a construção do prédio.
(meu comentário sobre o Livro III da Física de Aristóteles)