30 de maio de 2010

O tempo corre

Apreciemos o espaço e o tempo.
A temporalidade faz parte do mundo dos seres e a idéia principal é que o ser da natureza não se realizada, completamente, num instante. O ser dos entes naturais, pelo contrário, se realiza sucessivamente e a temporalidade é um acidente para esta determinação.
Espaço é a extensão dos corpos e de suas distâncias e Tempo é a medida do movimento segundo o antes e o depois.
O tempo sempre responde a pergunta "quando?", tanto no ser quanto no agir, o ser tem partes (passado, presente, futuro) com uma determinação acidental.
Muitas vezes ouvimos os idosos dizer "Nossa como o dia passou correndo hoje" e refletimos: como o tempo passa correndo?
Será que existe base real para este tipo de observação? O tempo está acelerando???
Durante  milhões de anos atuamos em uma certa frequência constante, mas de alguns anos para cá houve um aceleramento da mesma onde o desequilíbrio veio tirar o lugar do espaço e do tempo.
A natureza pode nos ensinar a respeitá-la e assim ela nos respeitará também porque "uma criança não colhe uma flor da terra sem perturbar as estrelas do céu."
Dado que o "Big Bang" ocorreu cerca de 13,7 bilhões de anos, eu pergunto: porque a maioria das pessoas escondem a idade?
Se alguém lhe perguntar quantos anos tens, apenas responda: "13,7 bilhões de anos, mas fui melhorando conforma cada transformação da Terra."

25 de maio de 2010

Sem título

"Da guerra dos opostos nasce todo vir-a-ser: as qualidades determinadas, que nos aparecem como durando, exprimem apenas a preponderância momentânea de um dos combatentes, mas com isso a guerra não chegou ao fim, a contenda perdura pela eternidade. Tudo ocorre conforme a esse conflito, e é exatamente esse conlito que manisfesta a eterna justiça."

Do livro Os Pré-Socráticos

20 de maio de 2010

Copa do Mundo e impostos

Ouvi hoje na rádio Jovem Pan sobre Copa do Mundo e impostos...

Na camisa da seleção tem 35% de tributação.

Uma televisão nova tem 50% de impostos.

Na cerveja, a tributação é de 54%.

Se você paga 2,50 R$ na cerveja,  1,35  são impostos, 1,15 é a cerveja.

 “Números redondos... que descem quadrados.”


(ótimas palavras do radialista – o “redondos” foi com a ênfase e entonação da propaganda de cerveja)

6 de maio de 2010

Às vezes... o silêncio é uma virtude que nos evita dizer tolices

A divisão da Filosofia por Descartes

Renè Descartes em seu fabuloso "Cógito, ergo sum" nos dá a oportunidade de deleitarmos com mais uma obra de seu explendoroso racioncínio.
Movido pela razão, ele nos degustou que a Filosofia é dividida em três partes distintas e analogicamente comparou com a idéia de uma árvore.
As raízes ele disse ser comparada a Metafísica.
O tronco ele disse ser comparado a Física.
Seus três ramos ele disse comparar com as três ramos da Ciência, a saber: Medicina, Mecânica, Moral.
Para Descartes, a moral é a ciência mais elevada de onde ele vem com a idéia da dúvida metódica: conhecimentos sensíveis, verdades matemáticas, existência das coisas, a própria existência e a existência de Deus.
A idéia de Deus é a mais rica de todas as idéias, segundo o pensador.

Arché

"[..] Todas as coisas são diferenciações de uma mesma coisa e são a mesma coisa. E isto é evidente. Porque se as coisas que são agora neste mundo - terra, água, ar e fogo e as outras coisas que se manifestam neste mundo -, se alguma destas coisas fosse diferente de qualquer outra, diferente em sua natureza própria e se não permanecesse a mesma coisa em suas muitas mudanças e diferenciações, então não poderiam as coisas, de nenhuma maneira, misturar-se umas as outras, nem fazer bem ou mal umas as outras, nem a planta poderia brotar da terra, nem um animal ou qualquer outra coisa vir a existência, se todas as coisas não fossem compostas de modo a serem as mesmas. Todas as coisas nascem, através de diferenciações, de uma mesma coisa, ora em uma forma, ora em outra, retomando sempre a mesma coisa."  Fragmento 2 de Diógenes de Apolônia, OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS, GERD A BORNHEI.

Com esta máxima de Diógenes de Apolônia, inicio o meu discurso sobre a Arché (ἀρχή; origem) dos pré-socráticos.
Arché é um termo fundamental na linguagem dos filósofos pré-socráticos, dado que é caracterizado pela procura da substância inicial de onde tudo deriva e é.
Arché é um princípio que deveria estar presente em todos os momentos da existência de todas as coisas; no início, no desenvolvimento e no fim de tudo. Princípio pelo qual tudo vem a ser.
Para Tales de Mileto era a água; para Anaximenes de Mileto era o ar; para Xenófanes de Cólofon era terra; para Heráclito de Éfeso era o fogo; para Pitágoras de Samos o número; para Empédocles de Agrigento era os quatro elementos; para Anaxágoras de Clazomena era as homeomerias (partículas minúsculas, invisíveis a olho nu) e para Demócrito de Abedera eram os átomos.
Resumindo e clareando a todos, Arché é a busca dos primeiros princípios por estes filósofos pré-socráticos.
Várias questões nos deixam intrigados até hoje, mas, nada é mais intrigante, apaixonante e extremamente questionável, debatedor do que a busca em saber sobre Deus, a Imortalidade e a Liberdade.
Não temos até o momento, um conceito considerado como verdade absoluta sobre a existência destas 3 máximas, pois estas entram no campo da metafísica (do grego μετα [meta] = depois de/além de/através de e Φυσις [physis] = natureza ou físico), sendo um campo da filosofia que estuda a essência do mundo.
O saber é o estudo do ser ou da realidade e se preocupa em responder algumas perguntas como, por exemplo: o que é real? natural? sobre-natural?
O ramo central da metafísica é a ontologia (em quais categorias as coisas estão no mundo e quais as relações dessas coisas entre si).
A metafísica também tenta esclarecer as noções de como as pessoas entendem o mundo, incluindo a existência e a natureza do relacionamento entre objetos e suas propriedades, espaço, tempo, causalidade, e possibilidade.
Fica aí a questão a ser discutida: se a metafísica trata de problemas sobre o propósito e a origem da existência e dos seres, como a especulação em torno dos primeiros princípios e das causas primeiras do ser muitas vezes é vista como parte da Filosofia e outras, se confunde com ela???

5 de maio de 2010

Relacionamento e diversidade

O conceito de relacionamento entre pessoas é a forma como elas se tratam e se comunicam. Por sua vez, o termo diversidade diz respeito à variedade e convivência de idéias, características ou elementos distintos entre si em determinado assunto, situação ou ambiente. 
É incrível como o subconsciente humano tem uma tendência em buscar pessoas totalmente diferentes para os relacionamentos e quando digo em relacionarmos, digo no quesito sentimental, amoroso, afetivo.
Talvez a explicação mais plausível que encontrei, foi de que essa busca no outro é devido percebermos neles coisas que faltam em nós.
É no início de uma relação que essa percepção surge e, daí por diante, alguns tentam mudar essa pessoa esquecendo de admirá-la do jeito que é. Quando tentamos mudar uma pessoa, da qual estamos nos relacionando, isso gera um certo desconforto porque na realidade queremos mudar o que essa pessoa é, a identidade dessa pessoa. Não estamos querendo sermos mais superiores a ela, pelo menos é sempre a impressão que designa, mesmo inconscientemente.
Mas infelizmente quando as diferenças se tornam extremas, fica difícil uma adequação natural. O importante é que independente da forma de relacionamento, isto flua como um "choque de corpos" onde, doa-se o melhor e recebe-se o melhor.

2 de maio de 2010

Homem. Somente ser de razão?

"O Homem é na realidade a imagem de um sistema fechado (...), único detentor da razão onipotente para explicar o resto do mundo." Palavras de  Michel Foucault

O que distingue o ser humano dos demais animais, é justamente a capacitade de raciocinar. De ter em suas mãos um grande poder: a razão.
Mas será que, utilizando somente a razão, o homem se considera realizado em todos os sentidos?
É um tema questionador que se encontra em respostas contraditórias, quer seja no campo da Filosofia, quer no da Religião.
Sua importância consiste em levantar a questão se somos somente seres dotados de razão, pois sendo o homem irregular e que não há uma propriedade que o transforme numa regularidade, portanto, este ser dotado de razão faz com que esta se torne irregular também. Se não a fosse, não seríamos irregulares e se fôssemos regulares, obtinhamos um maior domínio sobre nossa própria razão, que possivelmente era o que os grandes teóricos faziam mas, que mesmo assim, não os tornavam Seres regulares.
Poderíamos então, aplicar esta inconstância à razão.
Há outro fator que derruba a questão da razão. Somos seres dotados de sentimentos e muitas vezes nos deixamos guiar por estes.
Ora, a irregularidade poderia se encontrar neste ponto, mas se recorrermos a esta possibilidade não poderíamos nos classificar somente Ser de razão.
Santo Agostinho, declara que a própria razão é uma das coisas mais discutíveis do mundo, porque a razão não pode mostrar-nos o caminho para a verdade. Ela é obscura em seu significado e sua origem está envolta de mistérios.
Se o homem precisa se comunicar, precisa se expressar e que muitas vezes não são atos racionais, porque atribuir a significação de ser racional?
Podemos ainda expor uma outra problemática: este ser tão racional é capaz de estudar a si mesmo se recorrendo a diversas ciência que vão tentar explicar o comportamento humano, mais sem nenhuma resposta concreta.
É esta razão que vem por em risco a liberdade do homem em função do seu cotidiano.
Uma razão que escraviza seu próprio habitat, que confunde e não se esclarece com facilidade.
Ao meu pouco conhecimento, não caracterizo o homem como ser SOMENTE de razão, pois, agimos às vezes, piores que seres irracionais.
Temos atos animalescos que sempre irão ter uma explicação racional.
Assim, um homem que se julga Ser somente de razão tem que rever todos os seus conceitos do que seja realmente esta razão e levar em conta que não somos formados somente dela.
Quem sabe assim, poderíamos ter a solução de problemas, inclusive dentro da Filosofia, que parecem ser tão grandiosos para a razão e que são tão pequenos para os outros sentidos.