24 de julho de 2010

A Filosofia e seus Momentos na história

A história da Filosofia costuma ser agrupada em períodos em que predominaram certos modos de compreender e investigar a natureza do homem.

Abaixo um breve panorama dos principais períodos:

1) Filosofia Antiga: período que vai do surgimento da Filosofia à queda do Império Romano. Tem dois momentos principais: antes e depois de Sócrates.
Pré-socráticos: são os primeiros filósofos que tentavam explicar o mundo de maneira real e não mais mitológica. Queriam encontrar qual (ou quais) seria o princípio fundamental de todas as coisas, chamado arché.
Sofistas: foram os filósofos que propuseram a aplicação prática do saber, trazendo a reflexão intelectual para o âmbito da política, da sociedade e da condição humana ("O homem é a medida de todas as coisas" - Protágoras).
Sócrates: colocou o homem e seus problemas (o que é o bem, a virtude, a justiça e afins) no centro das reflexões filosóficas. Seu principal discípulo (Platão) criou uma teoria segundo existiriam duas realidades: uma inteligível e outra sensível.
Aristóteles: foi considerado o criador do pensamento lógico e estabeleceu, no âmbito da Ética, a compreensão da virtude como justa-medida.

2) Filosofia Medieval: é o período em que houve um sincretismo (palavra originária do grego συγκρητισμός = "coalisão de cretenses" e que significa uma fusão de diversas doutrinas) entre o conhecimento filosófico e as crenças religiosas com o intuito de dar uma explicação racional às verdades reveladas da Igreja Cristã.
Os principais nomes são: Santo Agostinho que redige uma obra monumental sobre o problema da liberdade humana, da verdade interior, das potencialidades da alma e lança as bases para uma compreensão filosófica da história, na sua "Cidade de Deus" e São Tomás de Aquino que sintetiza o cristianismo com a visão aristotélica do mundo, unindo fé e razão.

3) Filosofia Moderna: período que engloba os pensamentos filosóficos do final da Idade Média até o século XIX.

É comum ser dividida em Filosofia da Renascença e Filosofia Moderna.
Filosofia da Renascença: ocorre a retomada de valores clássicos sendo formada por filósofos deste período Maquiavel que escreve sobre como são os Estados e os governos e é considerado o fundador da Ciência Política moderna e o humanista Montaigne que é considerado o inventor dos ensaios, forma de escrita que usou para se compreender e compreender os homens por meio da instrospecção.
Séculos XVII ao XIX: abarca o Iluminismo e décadas anteriores e posteriores a ela onde predominou a valorização da Ciência e da técnica, com explicação mecânica do universo.
Entre os filósofos que se destacaram neste perído estão no grupo Descartes que criou o método que serviu de base para a Ciência contemporânea, com uma visão dualista do homem: mente e corpo.
Em contrapartida, há os filósofos empíristas, que colocaram o primado do conhecimento humano na experiência: a grande referência dessa corrente é John Locke e Kant com sua filosofia criticista que criou uma grande síntese entre o racionalismo e o empirismo.

4) Filosofia Contemporânea: período que abarca meados do século XIX até os dias de hoje e que passa por Hegel e Schopenhauer colocando o primado da existência em um princípio natural irracional e desprovido de finalidade (A Vontade).
Depois Nietzsche problematiza o efeito deletério (que destrói ou danifica) da moralidade cristã e propõe novos valores, diferentes dos seguidos por milênios por nossa civilização platônica-judaico-cristã.
Além dele, citamos a Teoria Crítica de Horkheimer, o Existencialismo de Sartre, a Fenomenologia de Husserl e ideias mais próximas da atualidade como estudos de Foucault sobre instituições sociais.

Revista Filosofia - Nro.48 - "Para uma Filosofia do Futuro"

18 de julho de 2010

Era das Utopias

A utopia pela igualdade entre os homens inspirou gerações.
O mundo soviético inspirou sonhadores.
Com o fim da II Guerra Mundial, os EUA são a potência emergente.
O "american way of life" passa a ser o modelo de civilização, quase uma norma.
O mundo assiste a um confronto cultural, social, religioso, político e ideológico.
Foi nessa época, há 20 anos, que Silvio Tendler começou a catalogar e organizar as utopías de sua geração.
Para ele, utopia é a palavra mais utilizada nestes últimos tempos sendo um assunto que sempre o fascinou.


Novas Utopias
Primeiro Episódio: O mundo das novas utopias nasce do conflito entre as novas tecnologias com as velhas mazelas: a queda do muro de Berlim liberta as pessoas do confinamento ideológico e as projeta no mundo do consumo voraz; a queda das torres gêmeas demole a carcaça que protegia o império deixando-o tão vulnerável quanto qualquer outro lugar do planeta.
Segundo Episódio: Na contra-mão de antigos projetos totalizantes, outras utopias ganham espaço. A medicina derrota doenças e leva deficientes a superarem antigos recordes olimpicos. Os projetos urbanos da atualidade buscam a interação do homem com o espaço natural.

Utopia Capitalista
Primeiro Episódio: Lutas sociais e sindicais, democracia e imperialismo… tudo isso convive em um mundo de contradições. Com o fim da II Guerra Mundial, os Estados Unidos são a potência emergente. Sua cultura invade o mundo. O american way of life não é mais uma possibilidade. É uma norma. Uma diretriz. Uma obsessão.
Segundo Episódio: O mundo assiste a um confronto cultural, social, religioso, político e ideológico.  O grande conflito será entre Estados Unidos e União Soviética. Antigos aliados durante a segunda guerra mundial, agora vão confrontar seus modelos civilizatórios.

Utopia Socialista
Primeiro Episódio: Na busca por um mundo mais justo, homens e mulheres reuniram-se em uma jornada libertária. A utopia pela igualdade entre os homens inspirou gerações. O mundo soviético inspira os que sonham. Os que não se conformam. Os inquietos. Inspira uma nova concepção de arte. Uma nova forma de relação com bens materiais.
Segundo Episódio: Homens podem ser mortos. Símbolos, não. É dessa forma que o fascínio da proposta de um mundo igualitário vai se espalhar pelo mundo.  Che Guevara, Marighela e tantos outros viraram inspiração de jovens, ainda mais depois de mortos.  A revolução chegava na América Latina, nas portas de Miami e assustava o hemisfério Norte.

Texto extraído do site http://cafesfilosoficos.wordpress.com

10 de julho de 2010

HOMO OMNI LUPUS

Homo homini lupus é uma sentença latina que significa o homem é o lobo do homem.

Doxa

"Um dia você nasce e olha ao seu redor com um olhar malvado e rancoroso, próprio de um ser inocente e inexperiente. Você descobre que não quer ser engenheiro, nem médico, nem advogado. Nem se sente atraído por trabalhar na Agência de Correios da sua cidade. Também não é louco pela idéia de se tornar lavrador. Você descobre, e não é sem dor, que é diferente." Almodóvar

4 de julho de 2010

Ver...

Dos cinco sentidos do ser humano, a visão é o mais apreciado.
Há quem imagine como seria percorrer o curto trajeto que vai de casa a padaria mais próxima sem ver absolutamente nada. E também há quem o faça (pessoas que vendam os olhos e, em jeito de quem brinca à cabra cega, tentam percorrer o espaço que separa a cozinha da sala e o quarto da casa de banho).
Tudo isto na casa que, à partida, se conhece tão bem como a palma da mão, mas que é difícil de entender às apalpadelas.
Para Leonardo Da Vinci, “O olho é a janela do corpo humano pela qual ele abre os caminhos e se deleita com a beleza do Mundo”.