31 de julho de 2011

"memento homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris"

O verbete em latim do título-post acima é a tradução de "do pó vieste ao pó retornarás".

Não vou me delongar a comentários e escritos, pois as duas imagens abaixo já dizem por si.

Duas perdas grandiosas: Amy Winehouse (1983 - 2011) e Estamira (1941 - 2011).

R.I.P. ambas.

 

20 de julho de 2011

Amicitia vitam ornat

Dia Internacional do Amigo

"O que é um amigo? Uma única alma habitando dois corpos." - Aristóteles

"Ter muitos amigos é não ter nenhum." - Aristóteles

19 de julho de 2011

Ilha do medo

Realidade ou ficção?
Loucura ou imaginação?
Neurose, psicose, sonho?
Nem eu soube responder a tantas perguntas ao final deste magnífico filme que pude assistir ontem. Ganhei a semana.
Dirigido por Martin Scorcese este thriller mistura realidade, ficção, loucura, imaginação e tudo mais que se pode deduzir de um filme deste diretor.
Tudo é um enigma que vai montando até o surpreendente final onde nos tornamos aquilo que construímos desde o início: o avocado!
Leonardo DiCaprio faz um investigador num manicômio afastado que fica sob uma ilha com um farol misterioso. Tudo gira em torno dele, de seu "ajudante", de psiquiatras e psicanalistas.
Vale a pena conferir e se puder, repetir a dose porque assistindo apenas uma vez, não se chega a conclusões concretas.

Título em português: Shutter Island
Título original: Ilha do Medo
Direção: Martin Scorcese
Atores: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max von Sydow, Michele Williams, Emily Mortimer, Patricia Clarkson, Jackie Earle Haley, Ted Levine.

15 de julho de 2011

A involução

Fiquei sabendo por acaso que hoje é o Dia Internacional do Homem.
Parabéns a essa criatura que destrói tudo que constrói, que usa a inteligência pra criar bombas atômicas, que desmata milhares de áreas verdes, que não ama seu próximo como a si mesmo e muito menos se ama.
Enfim, um VIVA, assim em caixa alta, para este que deploravelmente ao invés de evoluir, involui.
Palmas para o homem!!!

11 de julho de 2011

Doll Face - Narciso e seu "espelho"

Li esta frase no blog de uma grande amiga e não resisti por se tratar de Marcia Tiburi e apenas vou deixar aqui a  frase com um vídeo para reflexões.

"Narciso morre enquanto ele mesmo é máscara diante da facialidade sem rosto da televisão." (Marcia Tiburi em seu livro Olho de Vidro)

GARGÓLIOS - de Gerald Thomas


Um Freud de sapato de salto, um super-herói que "não compreende" (esta frase é repetida por aproximadamente uns 15 minutos durante a peça e retorna quase no final novamente), mais três mulheres de super-heróis falam nada com nada e em conjunto com um mordomo que mais parece um psicopata vão se misturando nesta trama que mais parece um manicômio humano. O que é o trauma de algo do passado que ainda assombra com seus fantasmas o dia a dia de alguém.
Talvez foi o "trauma" que o diretor internalizou com o evento de 11/09 - a queda das Torres Gêmeas nos Estados Unidos assistida da janela de seu apto.
Gerald Thomas tem a característica de ser inquieto e provocador: amor e ódio se misturam em suas tramas.
Tanto que os escombros do World Trade Center estão no palco da peça sob a forma de "sombras" e o que deve perseguí-lo.
Gargólios - "o som que sai da boca dos atores não é pontuado logicamente, mas o que se presume que sai da boca de uma gárgula" - Gertrude Stein e James Joyce.

Onde? SESC Vila Mariana
Quando? Sextas e sábados as 21h e domingos as 18h.

Taí a dica!

5 de julho de 2011

Conhecimento intuitivo e verdade

O senso comum tende a acreditar que todas as nossas crenças podem ser provadas ou, pelo menos, são suscetíveis de serem provadas.
Podemos provar tudo? Se quiséssemos provar tudo, precisaríamos de um tempo infinito para isso. Nossas crenças devem, portanto, ser fundamentadas em juízos que não podem ser provados, juízos que são evidentes por si. Exemplos: princípio da não-contradição, princípio da identidade, princípio do terceiro excluído, princípio da indução (conhecidos como princípios gerais); juízos de percepção (simples e complexos); juízos de memória.
Ao contrário do conhecimento das coisas, o conhecimento de verdade é dualista, ou seja, podemos ter crenças verdadeiras e crenças falsas. O que é verdade e o que é falsidade?
A teoria da verdade baseia-se em 3 teorias: 1) ela deve admitir o contrário da verdade, a falsidade; 2) o verdadeiro e o falso são propriedades de crenças e asserções - se só houvesse matéria, não haveria verdades nem falsidades; 3) embora verdades e falsidades sejam propriedades de crenças, elas dependem de reações com fatos exteriores à crença.

"Verdadeiro é o discurso que diz as coisas como são; falso é aquele que as diz como não são." (Platão - Crátilo, 385b)
"Negar aquilo que é e afirmar aquilo que não é, é falso, enquanto afirmar o que é e negar o que não é, e a verdade." (Aristóteles - Metafísica, IV, 7, 1011b)