8 de dezembro de 2012

Dinheiro: o dublê da virtude

Li uma reportagem sobre "Dinheiro: o dublê da virtude" na Revista Filosofia, Ano VII - Nº 75, do mês de outubro onde Renato Nunes Bittencourt (Doutor em Filosofia e professor do curso de Comunicação Social na Faculdade CCAA) disse que "tendo a sociedade autenticado um poder àquele que o acumula, e onde o feio fica belo, o ignorante fica inteligente e até mesmo a virtude pode ser comprada, a busca por dinheiro tornou-se um dos grandes predicados de nossa época".

Ouvi ou li, não me recordo bem, uma vez que Aristóteles dizia que a felicidade não pode ser produzida por meio de causas externas, sendo antes uma experiência de beatitude endógena, interior. Ou seja: o problema de se ter dinheiro é como se tem esse dinheiro, como se consegue esse dinheiro, de que forma.

Com isso, as práticas de exploração humana crescem dia após dia, sem contar as inúmeras doenças psicossomáticas adquiridas ao longo dos tempos (inclusive as irreversíveis levando a óbito).

Vamos as compras, afinal, é época natalina e o iPhone 5 tá chegando...




1 de dezembro de 2012

Competências e habilidades em Filosofia (no ensino médio)

Não é só de livros que vivem ou se alimentam os alunos do ensino médio: precisamos dar ênfase ao ensino por competências e habilidades.
Para isso, há necessidade de um entrosamento entre o perfil do que está educando e o perfil do que será educado, criando assim, habilidades específicas para o mercado de trabalho quando estiverem em busca de um emprego ou já trabalhando em alguma organização.
Sendo o estudante como simples instrumento, por vezes é perigoso e por vezes tranquilo e até inovador.
Tais competências, dependendo do conteúdo e do local a ser ministrada, serão consideradas hipotéticas com resultados na simplificação de problemas apenas e outras a negação de tais soluções dependendo do sistema a ser utilizado.

O que precisamos é num primeiro momento descobrir quais são essas competências para se ensinar a Filosofia no ensino médio.
Algumas destas competências, como exemplo, criatividade, curiosidade, capacidade de resolver problemas etc., server para desenvolver o pensamento crítico e a capacidade de dar boas risadas, se comunicar melhor e ir em busca de outros conhecimentos.
Trata-se de competências comunicativas como a de uma linguagem baseada na argumentação que faz com que os alunos do ensino médio criem uma simpatia pela disciplina de Filosofia: nasce aí a competência discursivo-filosófica.

Os alunos têm à sua disposição a autonomia para exercer sua cidadania a partir do momento que podem tomar suas decisões, uma vez que estão no caminho do conhecimento filosófico, argumentativo, reflexivo.
A leitura abrirá os olhos desses alunos para um mondo que jamais tinham contato, pois, podem analogicamente assistir a um filme e fazer um paralelo com a leitura de um fragmento de uma das obras de Platão (como o "mundo sensível" e o "mundo inteligível").
Para isso, precisa ter um conhecimento sólido sobre a História da Filosofia, ou seja, a base para qualquer conhecimento em Filosofia é o conteúdo aplicado na disciplina História da Filosofia, tanto do docente como ao aluno.

Nas Diretrizes Curriculares aos Cursos de Graduação em Filosofia e pela Portaria INEP Nº 171, de 24/08/2005, temos as habilidades e competências para o profissional no ensino de Filosofia no ensino médio.
Alguns requisitos são básicos como: a capacidade filosófica de formular e propor soluções a certos problemas; a capacidade crítica do conhecimento através da razão sócio-político-histórica; as capacidades de analisar, interpretar e comentar textos conforme a técnica da hermenêutica (arte de interpretar o sentido das palavras, das leis, dos textos); a capacidade de compreender nossa própria existência e cultura através de seu sentido; a capacidade de fazer uma relação da Filosofia com os direitos humanos e a capacidade de relação da Filosofia científica com o agir pessoal e político.
Para o sólido conhecimento da História da Filosofia, há necessidade da compreensão dos temas principais, seus problemas e sistemas, o diálogo das ciências, artes e reflexão da realidade e o gosto pelo pensamento crítico e independente.

Com estas competências e habilidades, o docente será capaz de transmitir ao aluno do ensino médio seus conhecimentos e familiarizá-los com a Filosofia desde seus primórdios, porém, precisamos ter muito cuidado, pois pode ser um papel enganador: somente após o conhecimento e participação indubitável da História da Filosofia é que se pode transmitir algo sem receio.
Percebemos a relação entre a competência da graduação proposta e aqueles que esperamos dos alunos do ensino médio.
O que o professor graduado não pode é transformar suas aulas em leituras chatas que o desenvolveu, mas associá-las a aulas expositivas para criar o interesse dos alunos a refletirem filosoficamente.
Foi sistematizada, assim, a competência e habilidade em: representação e comunicação; investigação e compreensão; contextualização sociocultural.

A representação e comunicação consistem em ler textos filosóficos elaborando de forma reflexiva e debatendo seu conteúdo defendendo com argumentação.
A investigação e compreensão é colocar os diferentes conhecimentos filosóficos adquiridos de modo discursivo nas ciências naturais, humanas, artes e culturais.
Para finalizar, a contextualização sociocultural é utilizada para situar a Filosofia em sua origem ou em outros planos (pessoal-biológico, sócio-político, histórico e cultural) até o científico-tecnológico.