sábado, 1 de dezembro de 2012

Competências e habilidades em Filosofia (no ensino médio)

Não é só de livros que vivem ou se alimentam os alunos do ensino médio: precisamos dar ênfase ao ensino por competências e habilidades.
Para isso, há necessidade de um entrosamento entre o perfil do que está educando e o perfil do que será educado, criando assim, habilidades específicas para o mercado de trabalho quando estiverem em busca de um emprego ou já trabalhando em alguma organização.
Sendo o estudante como simples instrumento, por vezes é perigoso e por vezes tranquilo e até inovador.
Tais competências, dependendo do conteúdo e do local a ser ministrada, serão consideradas hipotéticas com resultados na simplificação de problemas apenas e outras a negação de tais soluções dependendo do sistema a ser utilizado.

O que precisamos é num primeiro momento descobrir quais são essas competências para se ensinar a Filosofia no ensino médio.
Algumas destas competências, como exemplo, criatividade, curiosidade, capacidade de resolver problemas etc., server para desenvolver o pensamento crítico e a capacidade de dar boas risadas, se comunicar melhor e ir em busca de outros conhecimentos.
Trata-se de competências comunicativas como a de uma linguagem baseada na argumentação que faz com que os alunos do ensino médio criem uma simpatia pela disciplina de Filosofia: nasce aí a competência discursivo-filosófica.

Os alunos têm à sua disposição a autonomia para exercer sua cidadania a partir do momento que podem tomar suas decisões, uma vez que estão no caminho do conhecimento filosófico, argumentativo, reflexivo.
A leitura abrirá os olhos desses alunos para um mondo que jamais tinham contato, pois, podem analogicamente assistir a um filme e fazer um paralelo com a leitura de um fragmento de uma das obras de Platão (como o "mundo sensível" e o "mundo inteligível").
Para isso, precisa ter um conhecimento sólido sobre a História da Filosofia, ou seja, a base para qualquer conhecimento em Filosofia é o conteúdo aplicado na disciplina História da Filosofia, tanto do docente como ao aluno.

Nas Diretrizes Curriculares aos Cursos de Graduação em Filosofia e pela Portaria INEP Nº 171, de 24/08/2005, temos as habilidades e competências para o profissional no ensino de Filosofia no ensino médio.
Alguns requisitos são básicos como: a capacidade filosófica de formular e propor soluções a certos problemas; a capacidade crítica do conhecimento através da razão sócio-político-histórica; as capacidades de analisar, interpretar e comentar textos conforme a técnica da hermenêutica (arte de interpretar o sentido das palavras, das leis, dos textos); a capacidade de compreender nossa própria existência e cultura através de seu sentido; a capacidade de fazer uma relação da Filosofia com os direitos humanos e a capacidade de relação da Filosofia científica com o agir pessoal e político.
Para o sólido conhecimento da História da Filosofia, há necessidade da compreensão dos temas principais, seus problemas e sistemas, o diálogo das ciências, artes e reflexão da realidade e o gosto pelo pensamento crítico e independente.

Com estas competências e habilidades, o docente será capaz de transmitir ao aluno do ensino médio seus conhecimentos e familiarizá-los com a Filosofia desde seus primórdios, porém, precisamos ter muito cuidado, pois pode ser um papel enganador: somente após o conhecimento e participação indubitável da História da Filosofia é que se pode transmitir algo sem receio.
Percebemos a relação entre a competência da graduação proposta e aqueles que esperamos dos alunos do ensino médio.
O que o professor graduado não pode é transformar suas aulas em leituras chatas que o desenvolveu, mas associá-las a aulas expositivas para criar o interesse dos alunos a refletirem filosoficamente.
Foi sistematizada, assim, a competência e habilidade em: representação e comunicação; investigação e compreensão; contextualização sociocultural.

A representação e comunicação consistem em ler textos filosóficos elaborando de forma reflexiva e debatendo seu conteúdo defendendo com argumentação.
A investigação e compreensão é colocar os diferentes conhecimentos filosóficos adquiridos de modo discursivo nas ciências naturais, humanas, artes e culturais.
Para finalizar, a contextualização sociocultural é utilizada para situar a Filosofia em sua origem ou em outros planos (pessoal-biológico, sócio-político, histórico e cultural) até o científico-tecnológico.


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