14 de fevereiro de 2013

Amor - Amour


AMOR...
Os significados que este termo apresenta na linguagem comum são múltiplos, díspares e contrastantes  igualmente múltiplos, díspares e contrastantes são os que se apresentam na tradição filosófica.
Gregos: amor é sobretudo uma força unificadora e harmonizadora, e a entenderam com base no amor sexual, na concórdia política e na amizade.
Aristóteles, Hesíodo, Parmênides: amor é força que move as coisas, que as une e as mantém juntas.
Cristianismo: amor sofre uma transformação e de um lado, é entendido como relação ou um tipo de relação que deve estender-se a todo "próximo" e por outro lado, transforma-se em mandamento, que não tem conexões com as situações de fato e que se propõe a transformar essas situações e criar uma comunidade que ainda existe, mas que deverá emanar todos os homens: o reino de Deus.
Agostinho: não se pode amar o amor se não se amam quem ama e por isso o homem não pode amar a Deus, que é o amor, se não amar o outro homem.
Descartes: amor é uma emoção da alma, produzida pelo movimento dos espíritos vitais que a incita a unir-se voluntariamente aos objetos que lhe parecem convenientes.
Espinosa: apresenta dois conceitos de amor onde em primeiro lugar o amor é uma afecção da alma e consiste na alegria acompanhada da ideia de uma causa externa e em segundo lugar o amor é a contemplação que Deus tem de si, como unidade de si mesmo e do mundo.
Hegel: o amor exprime em geral a consciência da minha unidade com um outro, de tal modo que eu, para mim, não estou isolado, mas a minha autoconsciência só se afirma como renúncia ao meu ser por si e através do saber-se como unidade de mim com o outro e do outro comigo.
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Entre tantos outros filósofos que se ficasse citando o que entenderam de AMOR não acabaria nunca,
Fica a dica desse maravilhoso filme de Michael Haneke que perturba, incomoda, emociona e faz a gente pensar no que realmente seja esse AMOR e onde ele fica escondidinho as vezes.

É disso que estou falando...