26 de junho de 2013

A estética

1. O surgimento de um sentimento estético

A busca de externar o belo é uma coisa tão antiga que para descrevermos sobre este tema há necessidade de voltarmos à pré-história, exatamente quando do surgimento do homem.
Encontramos nesta época uma série de testemunhos que nos impressionam ou por sua beleza ou por sua perfeição.
Houve necessidade de milhões de anos para se chegar à perfeição que se encontram atualmente certos objetos e apetrechos.
O que chama atenção é quando o homem começa a transformar estes objetos e apetrechos, aperfeiçoando-os.
A evolução da produção de utensílios fez o homem produzir os mais adequados instrumentos onde aperfeiçoou cada um destes para seu bel proveito.
Desta forma, o primeiro despertar da estética é o aperfeiçoamento dos utensílios. Quanto mais se aperfeiçoava, mais se utilizava da tecnologia que descobria aos poucos, mesmo que remotamente.
Este processo de aperfeiçoamento dá asas à decoração da época e voltando há 25 mil anos, pesquisadores encontram pinturas no interior de cavernas.

O homem tinha uma sensibilidade grande das formas, volumes, cores e estas pinturas foram feitas com a iluminação de tochas. Eles mostravam reproduções de animais parecendo tão real que dava a impressão de estar em movimentando (tudo isso por sua perfeição e dramaticidade intensa).
Mas por que faziam desenhos? A melhor resposta e que predomina até hoje é da teoria da magia.
Magia era o esforço de captar forças da natureza e colocar a seu serviço, um poder sobrenatural, um estágio primitivo onde sua consciência não se destacava dos objetos.
Por exemplo, a caça pela sobrevivência. Uma sociedade de caçadores é necessariamente nômade, porque os animais migram e o ser humano precisa ir atrás destes animais para sobreviver. Sendo o domínio que tinham da caça escasso, ele tenta fazer da magia um domínio.

Então, o surgimento do sentimento estético aparece dessa necessidade do homem em aperfeiçoar o que tem na natureza para sua sobrevivência e para deixar estes apetrechos e utensílios mais belos.

2. A noção de imitação para Platão e Aristóteles

Para Platão a arte é mimética, ou seja, está longe da realidade por ser uma imitação e a realidade só existe e vem do mundo das ideias.
Desta forma, a arte está longe das ideias porque é cópia de cópia. Não tem necessidade sendo particular e fugaz.
Afirma que a arte é perigosa e que leva à imortalidade e, por isso, não educa os jovens. Por exemplo: alguém que vai a uma peça de teatro onde o tema são os deuses. Estes deuses assumem, na peça por serem interpretadas pelos homens, formas grotescas e banaliza seu caráter de deuses tirando todo o respeito perante aos jovens.
Para ele, arte mesmo é a música por estar mais próxima da natureza e conduzir aos bons costumes.
Também não valoriza a poesia por considerar uma “loucura divina” e afirma que a poesia não é racional, mas sentimental.
A poesia é um entusiasmo aos poetas.


Para Aristóteles a arte imita a natureza, mas ele evolui do pensamento de Platão, dizendo que não é uma simples cópia.
A imitação para ele não é só o ato de copiar. Existe a cópia, mas não como um técnico, pois tem um dinamismo.
A cópia não é feita em sua particularidade, singularidade, mas no que tem de necessário copiar e afirma que a cópia é capaz de aprimorar e corrigir a natureza.
Mas por que ele afirma isso? Porque a natureza não é totalmente perfeita sendo matéria e a perfeição está na forma. Isto nos remete para sua doutrina do hilemorfismo.
O artista contribui quando dá sua parcela de mimesis e desta forma, ele diz que a arte é boa na educação. Tem uma função de purificação e pode contribuir para a sociabilização do ser humano.
Por exemplo, com o drama, a comédia, a tragédia o homem liberta seus instintos, suas paixões e aquelas emoções desorientadas viram um deleite, um prazer onde extravaza sua passionalidade.
Aristóteles aproxima a beleza ao conceito de areté, síntese de beleza e moral. O bem encontrado no campo do agir e o belo nas coisas sem movimento.

1 de junho de 2013

Frases soltas

Não durma com o problema.
Não gostaria de vir.
Não perder o foco.
Fazer um esforço.
O papel deve ser outro.
Não existe material ruim quando o professor é bom.
Nada substitui sua mãe.
Mundo do faz de conta vira o mundo concreto.
O outro já está morto (só que o outro sou eu).
Livro não muda ninguém, apenas aguça seu interior.
O que marca o fato é a emoção.
O que marca a memória é a afetividade.
Janela se abre = aprende com amor.
Janela se fecha = aprendo com a dor.
Reagimos aos estímulos por impulso e não por razão.
A vida da criança é um eterno brinquedo.
Não falou, fez.
Contemplar.

#Frases soltas de uma reunião corporativa desta semana#

Sintetizando no que venho lendo e estudando ultimamente: complexo de Édipo, inconsciente, resistência.