6 de maio de 2014

Guerra dos egos: há motivo?

EGO
Uma ARMA poderosa nas relações humanas desde que dosadas, pensadas e racionalmente utilizadas. É a soma dos pensamentos, ideias, sentimentos, lembranças e percepções e por este exato motivo devem ser respeitados limites quanto a sua utilização: podendo virar uma armadilha contra nós mesmos.

Por exemplo, no meio corporativo havendo uma certa centralização de PODER usá-lo pode ser muito PREJUDICIAL: o profissional deve ficar alerta e não se mostrarem maiores do que o que a empresa determina ou possibilita a ele.

No mundo corporativo a ânsia por CONTROLAR é apreciada por vários gestores, porém, AUTOCRATICAMENTE falando é nociva a quem está a volta deste líder narcisista: estabelecer uma relação de dependência em que este líder ou gestor passa a impressão de tirar o máximo dele mesmo ao mesmo tempo que quer tirar o máximo dos outros colaboradores.

O ego atrapalha quando uma pessoa muito centralizadora quer todas as informações em primero plano, sem preocupar-se ou se importar com os demais: "I AM THE KING OF THE WORLD!".

A maioria dos cargos de liderança transformam a pessoa num narcisista. Vejamos o caso de Larry Ellison, maior acionista e executivo da Oracle que quando perguntaram "qual a diferença entre Deus e Larry Elisson?" a resposta foi "Deus não pensa ser Ellison". Ellison tem um ego MAIOR que sua fortuna e relatos nos trazem a informação que de quando outro funcionário se destaca mais do que ele, há acessos de fúria em Ellison: NEURÓTICOS ANÔNIMOS a parte, please!

Que devemos ter ego exarcebado até concordo, MAS o problema é na sustentabilidade dessa posição do ego. Quem pensa que sabe tudo, não chega a lugar algum.

Vou até mais longe e arrisco em dizer que o profissional com ego ELEVADO esconde algo que realmente não tem: TALENTO para algo.

"Quem tem talento, sabe fazer a conexão entre o mundo de dentro (o ego) e o mundo de fora (demais colaboradores da empresa) passando por cima do egocentrismo." [Roberto Tranjan - diretor da CEMPRE - Educação nos Negócios]

O lado POSITIVO é que sabendo DOSAR e APLICAR estes limites do ego, você NÃO TERÁ PROBLEMAS dentro de qualquer ambiente de trabalho: autoconfiança, determinação, simplicidade, capacidade de ouvir "nãos" e de aceitar feedbacks quais quer que sejam...


 "VOCÊ DEVE TRANSCENDER O SEU EGO

E DESCOBRIR O SEU VERDADEIRO SER.

O VERDADEIRO SER É A PARTE PERMANENTE,

A PARTE MAIS PROFUNDA DE VOCÊ.

É SÁBIA, AMOROSA, SEGURA

E CHEIA DE ALEGRIA." [Brian Weiss]



3 de maio de 2014

Peixe - Cristianismo

Ah o conhecimento!

Em maio de 2008 tive uma aula na graduação de Filosofia, especificamente na disciplina Filosofia das Religiões onde o professor em questão nos deu o significado do peixe para o cristianismo.
Abaixo (ilustrado em grego) o significado dessa palavra.





ίχδύς = peixe

І = ίεσούς = Jesus – Јesus
χ = χσιτός = Cristo = Christos
Ξ = δεος = de Deus = Deus
U = ύιος = Filho = Filius
σ = σωτησ = Salvador = Soter-Sal

Jesus Cristo Filho de Deus Salvador

29 de março de 2014

“O HOMEM AO LADO”: TEMAS IMPORTANTES A DESTACAR

Vários aspectos psicanalíticos e psicológicos são detectados no filme “O Homem ao Lado” e podemos destacar entre eles o refinado e o brega, a civilidade e a barbárie, o observar o outro, a ferida do narcisismo, a questão da lei no país, a falta de diálogo em família, a rejeição do outro, a questão da privacidade, a caricatura do deboche, o problema ser o outro
Tantos aspectos que a lista se estenderia por todas estas linhas, mas gostaria de destacar alguns pontos que me chamaram atenção e a qual dei um valor maior: a questão do narcisismo, a questão do “quem olha quem” no sentido de vigiar, a questão do problema ser sempre o outro e nunca nós mesmos e a questão da privacidade.[1]
Em psicanálise, Freud nos diz que o estudo do narcisismo se dá no quesito da grandeza e da valorização, ou seja, o narcisista só existe se é valorizado ou se tem uma grandeza que o outro lhe atribui.
A experiência narcisista é a partir de si tendo outra pessoa por trás disso tudo que o valoriza ou o engrandece e, com isso, lhe dá importância na construção de sua subjetividade.
Assim como Freud nos deixou a preciosa proposição de que “o narcisismos não seria uma perversão, mas o complemento libidinal do egoísmo do instinto de autoconservação, do qual justificadamente atribuímos uma porção a cada ser vivo”[2], o personagem principal do filme, Leonardo, é o típico narcisista que precisa afirmar o tempo todo que é o melhor no que faz sendo uma das características do narcisista exatamente esta: um retorno ao ego depois da retirada dos investimentos do objeto.

O interessante deste filme também é que Leonardo abre as portas de seu lar para todos visitarem devida a arquitetura ser de uma contemplação infinita, mas, o vizinho é proibido de “espiar” da janela que fez a casa de Leonardo. Mesmo lhe incomoda toda vez que o vizinho adentra a sua casa. Todos podem visitar, mas o vizinho não. Daí uma questão bem interessante entre o valor que se sente que tem versus a pessoa que acha que tem este valor.
Sendo assim, por mais simples que possamos parecer de um lado (consciente), o escuro nos perturba com forças violentas e ruídos temerosos (inconsciente).
Vamos a outro ponto: o segundo personagem, Victor, o vizinho, que tem um ar rústico onde incomoda generalizadamente Leonardo e o coloca em segundo plano, pois Victor passa por cima de tudo que Leonardo pede ou solicita e impõem sua vontade não cedendo a argumentos e o deixando em situação incômoda inclusive com sua esposa, Ana.
Victor se apropria da casa ao lado da casa de Leonardo e, com isso, abala o mundo que este vive, pois ali ele era soberano: designer inteligente, bem sucedido, bonito, mora na única casa construída pelo famoso arquiteto Le Corbusier, mas ao mesmo tempo temeroso sob alguns aspectos. Um deles é ter que se afirmar o tempo todo como se fosse perder algo caso isso não ocorresse, outro é que a mulher praticamente dita ordens em casa.
A relação dos dois homens é o que Freud diz como falar daquilo que o neurótico tem recalcado em seu inconsciente          o que o perverso faz surgir em ato.
Leonardo tenta ao longo do filme solucionar o “conflito” da abertura de uma janela na casa do vizinho que está de frente para sua casa versus o mal estar causado em olhar para dentro de sua casa.
Uma analogia que bem observei nesta parte do filme: invasão de privacidade na sua intimidade, exposição incômoda e intolerável. É difícil olhar para dentro de si sem se assustar com seus medos e “monstros”.
O engraçado em tudo isso é que além de ser observado, o casal (Leonardo e Ana) também passa a olhar o vizinho, só que escondido, como se fosse natural ou permitido somente eles olharem, o vizinho não: esse é o lado obscuro. A destrutividade, a hostilidade e uma porção de sentimentos nada nobres (desdobramentos da pulsão de morte) é que esse homem só pensa em si mesmo e nos seus próprios interesses; é sempre o outro e esse outro é o que faz barulho e sujeira (marteladas na parede para fazer o buraco da janela e todo o material caindo por terra), que invade a privacidade, que desrespeita as leis que regem os relacionamentos, que é grosseiro e sem consideração.
A Filosofia de Hobbes nos afirma que “o homem é o lobo do homem”, ou seja, não é de fácil acesso renunciar a uma agressão de outro ser humano sem revidar, caso ele lhe agrida de forma que você não tenha gostado seja por qual maneira for.
Por fim, descobrimos que o homem ao lado nada mais é do que aquele que afirma o tempo todo a sua existência, aquele que amedrontado por um “fantasma” coloca a culpa ou o motivo do seu querer no outro, aquele que não sabe ser rejeitado e o que não assume que ele não quer a “janela”.


[1] Minha formação é em Filosofia. Destaquei mais de um ponto do filme e relacionei com a disciplina e as explanações dadas em sala de aula para verificar se meu saber atingiu o conteúdo esperado.
[2] FREUD, Sigmund. Obras completas – Vol. XXII. São Paulo: Cia das Letras, 2010, p. 14.

16 de fevereiro de 2014

Em que a Filosofia pode ajudar

A Filosofia pode ser um instrumento de melhoria em nossa qualidade de vida?

A Filosofia pode servir como instrumento para entendermos melhor as pessoas com quem nos relacionamos?

A Filosofia pode servir para entendermos nossas próprias reações?

A Filosofia pode servir como aliada em nosso cotidiano escolar?

A Filosofia pode nos ajudar a compartilhar com diversos grupos várias questões e dificuldades presentes, auxiliando o conviver com as diferentes representações que o compõem?

A Filosofia pode ser útil ao uso de seu conhecimento filosófico para a psicologia, pedagogia e afins?

A Filosofia pode ser aplicada para a busca de respostas à nossa existência?

A Filosofia pode buscar a compreensão da gênese de questões, sua estruturação e seu embasamento?

A Filosofia pode auxiliar nas questões existenciais relacionadas à historicidade do indivíduo, à maneira como ele registra sua malha intelectiva aos acontecimentos de sua vida?

Se o homem é a medida de todas as coisas, daquelas que são enquanto são e daquelas que não são enquanto não são, segundo Protágoras, cada pessoa é a medida de todas as coisas, o que um indivíduo sente e crê independe da opinião do outro e não pode ser criticado. Cada um cria seu próprio mundo. Cada pessoa tem, então, sua representação de mundo, o mundo não existe, senão para ela. Então se para um ser algo pode ser certo porque não para outro pode ser errado?
Daí, a verdade subjetiva e a verdade convencionada onde a primeira são tidas pelos sentimentos e crenças particulares enquanto a segunda é aceita por todos.

Tire suas próprias análises sobre isso!