28 de maio de 2015

CHISTE: toda verdade atrás de uma simples brincadeira

Em 1905, na obra freudiana “Os chistes e sua relação com o inconsciente”, há uma passagem do filósofo Kant afirmando que sobre o cômico existe uma curiosa propriedade de nos poder dar a ilusão do instante.
A passagem à qual Freud informa nesta obra se refere a uma análise do que agrada às nossas sensações, produzindo contentamento e do que agrada apenas ao julgamento: ainda que o riso é um efeito, algo cuja causa deve consistir na influência da representação sobre o corpo e sua ação recíproca sobre a mente sendo que a caracterização que ele dá do riso é que é uma afecção proveniente da súbita transformação de uma expectativa tensa em nada, ou seja, através do riso, do humor ou das piadas pode-se estar ocultando uma verdade inconscientemente.
Freud dizia que o chiste evitava as restrições e abria fontes de prazer que eram inacessíveis e, desta forma, o chiste tem o cuidado de criticar tudo em poucas palavras, utilizando técnicas de abreviação, uso múltiplo de material semelhante, jogo de palavras ou duplo sentido.
No artigo “A técnica dos chistes”, Freud nos explica que o jogo dessas palavras é uma forma de condensação e o uso múltiplo de um mesmo material é um caso especial de condensação. Todas as técnicas obedecem ao principio da economia onde “economizamos na expressão da critica ou na formalização do juízo” (FREUD, 1905).
O chiste, por sua vez tem sua origem na palavra alemã Witz, (“gracejo”), é um contraste de ideias, um sentido no nonsense, um desconcerto e esclarecimento, uma válvula de escape do inconsciente, utilizado para ser dito aquilo que verdadeiramente se desejava dizer e, com isso, chego a alguns questionamentos sobre o que faz com que uma determinada brincadeira ou piada nos leve a rir; é um processo psíquico, breve e prazeroso.
Daí deixo algumas questões para vocês refletirem:
Qual a sua graça?
Qual técnica é utilizada para criar essa piada ou riso?
Qual pensamento é transmitido por essa piada?
Qual a satisfação? 
É isso que nos faz rir?