27 de abril de 2016

Ninguém nasce a toa; ninguém vive só

Ninguém vem ao mundo por sua própria vontade: a vida é uma força anônima até se encontrar um nome para este ser frágil de início.
Como nascemos num mundo pronto, nossos pais já estavam aí, já tinham uma casa, o dia já existia, em breve iremos a uma escola etc., só percebemos isso quando somos inseridos neste meio e quando nossa experiência se torna o sentido de que estes estão conosco.
Aí a vida começa e os conflitos parecem emergir de tão forma que se torna incontrolável o saber, a consciência, o despertar dos sentidos, os sentimentos...
O saber age passivamente e depois se acomoda à cadeia de decisões pelas quais cada vida humana se impõe e se distingue das outras: cada um de nós sente, percebe, descobre as coisas no seu tempo.
Sendo o acaso uma ilusão, é por isso que nunca estamos sós ou conseguimos viver sós. O outro me constitui.
Tudo acontece num tempo e num local, por acaso, mas só aparentemente, pois, o tempo nunca é só de alguém e o espaço é sempre de muito mais pessoas do que só nosso! Vivemos em sociedade: estamos agora aqui mas isso tudo já pertenceu a outras séculos atrás!
Tudo que encontramos aqui já existia. Tudo deixaremos aqui quando partirmos.
Engraçado isso né? Já pararam para refletir sobre?
Thomas Hobbes - matemático, político, filósofo inglês, autor do livro Leviatã (leitura obrigatória), nascido em 05/04/1588 e falecido em 04/12/1679 afirmou que quando nascemos nossas mães deram a luz a nós e ao nosso irmão gêmeo: o medo.


Medo. Palavrinha de quatro letras que trás um peso e uma bagagem tão imensa que só de pensar dá... MEDO!

Faz tempo que não faço isso, então vamos lá:
Medo. Essa palavra tem origem do Latim MEDUS, do Grego MEDOI. O nome que esse povo dava a si mesmo, que se dizia vir do seu primeiro rei: MEDOS.
A palavra medo no idioma português vem do Latim METUS.

Explanado isto, voltemos.
Heidegger disse que o medo nos convida a viver na impropriedade sem atribuir sentido onde deixamos que outras circunstâncias o atribuam, a gente se aliena, vive correndo, com pressa e preocupação.
Segundo ele, vivemos num sentido impróprio que não aponta em direção alguma, não tem finalidade, logo não chegamos ao fim de nada.
Já outro filósofo, Espinoza, afirmou que o medo tem origem em uma ideia equivocada de algo somente te libertando com o conhecimento.
Marco Aurélio - imperador romano - afirmou que se uma causa exterior te perturba, a tua aflição não vem dessa causa, mas do teu juízo a respeito dela.
Fechando ficam as questões:
1. Medo de mudar e não ser aceito pelas pessoas que lhe querem bem.
2. Medo de ser rejeitado.
3. Medo das coisas não darem como eu gostaria que dessem.
4. Medo de perder uma condição ou competição.
5. Medo de perder algo que conquistei.
6. Medo de descobrir que estou errado.
7. Medo de tentar.
8. Medo de conseguir.
Alguns veem-se como covardes, outros apenas com medo, outros não sabem o que fazer.
Eu posso dizer que a primeira coisa é contextualizar esse medo e essa intensidade medrosa onde alguns movimentos podem destruir se você determinar que o medo é "passageiro".
Lembre-se: medo é mecanismo de defesa.
Ninguém está só. Ninguém vive só. O medo sempre acompanha seu irmão: a coragem de enfrentá-lo.

22 de abril de 2016

Pra quê Filosofia, não é mesmo?

Quando alguém se sente cansado de coisas exteriores e terrenas, ele volta-se para dentro de si e procura descobrir ou desvelar novas forças e nova luz em sua fonte interior.
Adentrar-se a si mesmo, desvendar os próprios pensamentos, sondar anseios que camuflam intenções secretas, descobrir-se, isso é filosofar.
Todas as pessoas o fazem, sem exceção, pois todos, um dia, são obrigados a fazer.
Filosofia é uma atividade permanente.
Por exemplo, para andar precisamos de uma fase de aprendizado. Para pensar precisamos de um critério de clareza.
Para filosofar precisamos aprender a ciência de mergulhar em nós mesmos e praticar, quando possível, o convívio.
Livros ajudam? Sim, mas, sem uma história marcada pelos próprios rumos através de uma ação e de um sofrimento nada se aprende.
Não é raro as definições de Filosofia serem muitas e contraditórias. Pitágoras nos afirmou que é simplesmente o amor a sabedoria.
Para mim, Filosofia é a crítica do conhecimento porque desde que começou a pensar, o Homem sentiu uma necessidade imensa de criticar e de tempos em tempos, o conhecimento do mundo elabora sua mente e este se acalma.
Filosofia se distingue da Ciência: não tem objeto exterior; ela é o seu objeto.
Cientistas debruçam sobre fenômenos para investigar a Natureza, operam no exterior. Filósofos debruçam sobre o próprio pensamento; operam no interior de si.


O processo de pesquisa dos filósofos é o monólogo e seu método de exposição é o diálogo.
Não que o monólogo possa ser um solilóquio inconsequente. Longe disso!
O monologar sobre as suas próprias concepções, experiências, conhecimento do mundo, de vida e de si mesmo, ele, o Homem, opera sobre resultados não só das relações íntimas e externas como do processo histórico que ele se encontra.
Escrever sobre Filosofia é, hoje em dia, uma temeridade porque a Filosofia tornou-se complexa, um mar profundo, nenhum nadador consegue dominar suas ondas em toda extensão.
Isso não nos impede de dar braçadas, ok?
Se o mar é turbulento, fique na praia perto de salva-vidas! Não arrisque dar braçadas a toa e morrer na areia.
De qualquer forma, podemos tomar gosto pela água salgada, experimentar a força e o poder das ondas e da espuma branca, tocar a ponta dos pés na areia fina e movediça de alguns lugares menos perigosos. Entende essa metáfora minha?
Concorda comigo que é sempre melhor esse exercício do que ficar em casa olhando o mar pela janela?
Àqueles que não encontraram em nada que eu disse acima novidade alguma deixo aqui as palavras do Eclesíastes de Israel:

"Todas as coisas são difíceis; o Homem não as pode explicar com palavras. O olho não se farta de ver, nem o ouvido se enche de escutar. Que é o que foi? É o mesmo que o que há de ser. Que é o que se fez? É o mesmo que o que se há de fazer. Não há nada que seja novo debaixo do sol, e ninguém pode dizer: eis aqui está uma coisa nova. Porque ela já houve nos séculos que passaram, antes de nós."


13 de abril de 2016

DEZ ATITUDES QUE - acredito eu - PODEM ESTAR TE IMPEDINDO DE SER FELIZ

01. Não assumir o controle da sua vida, tipo "eu não tenho escolha".

02. Desistir antes de tentar, tipo "não querer aprender ou fazer algo porque você não gosta".

03. Se comparar com os outros, tipo "cada um é merecedor do que tem".

04. Não saber lidar com adversidades, tipo "é impossível viver uma vida toda evitando problemas ou coisas negativas".

05. Não ter um objetivo de vida, tipo "sonhos que só são sonhos e nunca serão transformados em realidades".

06. Viver em estado de inércia, tipo "quem só espera se frustra já que as coisas só acontecem se a gente age para que algo aconteça".

07. Não entender o valor do tempo, tipo "cada dia que nada se faz uma quantia de grana é debitada de sua conta".

08. Os procrastinadores, tipo "começamos a morrer quando nascemos, logo cada dia que temos vida é um presente divino".

09. Os apáticos, tipo "aquelas pessoas que não querem abrir a cabeça para o novo e enxergam as coisas de uma forma achando que é a única correta/aceita, pessoas resistentes a mudanças".

10. Os impacientes, tipo "pessoas infelizes são aquelas que tem grandes expectativas na vida e se frustram com qualquer 'derrota' que aconteça com elas".

Uma verdade: felicidade é uma decisão sua e deve ser tomada diariamente como resultado de um conjunto de pequenas coisas que, somadas, fazem nossa vida melhor e mais completa.
Felicidade são pequenos momentos feitos a partir da gente mesmo!